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LOJA VIRTUAL Reconstrução de mama pelo SUS: quem tem direito à cirurgia?

A primeira batalha da mulher que se descobre com câncer de mama é a busca pela sobrevivência. No entanto, essa complexa doença é repleta de outros pontos que também inspiram cuidado. Um deles é a perda da mama e a possibilidade de reconstruí-la. Descubra o que o SUS, Sistema Único de Saúde, faz pelas mulheres nessa situação.

O que diz a lei

A lei nº 12.802 estabelece que a reconstrução mamária é um direito da mulher que teve a mama mutilada pelo tratamento do câncer e ainda que ela deve ser feita imediatamente após a retirada das mamas se existirem condições técnicas para isso. No caso de impossibilidade da reconstrução imediata, a paciente tem direito a acompanhamento e realização da cirurgia assim que ela alcançar as condições requeridas para a reconstrução.

A mastectomia total ou parcial influencia na qualidade de vida e resposta da paciente ao tratamento.

O mastologista Cícero Urban, membro da Sociedade Brasileira de Mastologia, explica que existem casos em que a reconstrução imediata não deve ser realizada. “Caso existam tumores mais avançados, a paciente não esteja clinicamente instável ou vá precisar fazer radioterapia pode ser que a cirurgia não seja indicada, mas depende de cada casos e de uma avaliação médica, são contraindicações relativas”.

Quantas mulheres conseguem fazer a reconstrução pelo SUS?

De acordo com a Rede Goiana de Pesquisa em Mastologia, apenas 29,2% das brasileiras submetidas à mastectomia pelo SUS tiveram acesso à reconstrução mamária no ano de 2014. Isso significa que cerca de 7.600 mulheres não refizeram as mamas. Mas vale notar que os números subiram com o passar dos anos: em 2008, a taxa de reconstruções de mama no Brasil estava em 15%.

O mastologista Cícero Urban explica que o acesso à reconstrução é baixo porque ainda faltam cirurgiões plásticos e mastologistas especializados no procedimento e muitas vezes não há disponibilidade de materiais pelo sistema público de saúde. “Os honorários pagos aos médicos são baixos e muitas vezes só é pago um procedimento: a retirada do tumor ou a reconstrução”.
O médico conta ainda que as próteses anatômicas, que deixam os seios com aspecto mais natural, não estão disponíveis no SUS. Pelo Sistema Único de Saúde são usadas apenas as próteses redondas, que não oferecem nenhum risco, mas que não são as de melhor resultado estético.

Reconstrução de mama após mastectomia: por que é tão importante?

Infelizmente, a reconstrução da mama ainda é considerada por muitos como uma cirurgia feita por pura vaidade e dispensável. No entanto, a mutilação dos seios tem grande impacto emocional. Segundo o mastologista Ruffo de Freitas Júnior, presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia, os efeitos de uma mutilação parcial ou total dos seios são, em 90% dos casos, devastadores. “O fator psicológico é diretamente abalado e precisamos reverter essa realidade de baixo acesso à reconstrução”, diz.

A Sociedade Brasileira de Mastologia, lança este ano a campanha “Nenhuma mulher sem mama”. O intuito é alertar a população sobre o direito à cirurgia imediata de reparação da mama entre as mulheres que tiveram os seios mutilados pelo tratamento do câncer.

 

Fonte : Bolsa de Mulher

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